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Com o tema: lutar contra a violência é defender a vida, o evento  idealizado por entidades como o MMTR- Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Retirolândia e o COMDIM- Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, o dia internacional da mulher foi comemorado no auditório da Escola Municipal Valdeci Lobão- sede do município, contando com um número considerável de participantes, sendo as mulheres a grande maioria.


O movimento que já é tradicional e histórico a nível de região do Sisal, contou com a presença de autoridades locais como o prefeito Vonte do Merim, o vice-prefeito Noé Silvestre e a secretária de Ação Social, Nayara Silva.

A secretária destacou a contratação de profissionais como um auxiliar administrativo, um advogado, um psicólogo e um assistente social, vinculados à Secretaria de Ação Social para compor a equipe básica de proteção social especial, atendendo as demandas voltadas para a violação dos direitos das crianças e adolescentes e da mulher, vítimas de quaisquer tipos de violência. As despesas desse novo projeto serão arcadas pelo município que não tem o porte exigido pelo governo para pactuar  com a instauração do CREAS. Mais de 60 pessoas, vítimas de algum tipo violência, agressão ou algo do gênero, foram assistidas pelo município no ano passado, sendo 35 delas no primeiro semestre. Para a secretária nem só o homem agride a mulher. Ela agradeceu o apoiou do prefeito Vonte para consolidar as políticas públicas necessárias àqueles que precisam de ajuda do poder público. Nayara disse ainda que o sistema é omisso e que, nesses casos, as vítimas não costumam contar com a atenção do delegado de polícia, do Ministério Público, dentre outros.


A ocasião contou com o apoio incondicional da prefeitura municipal que, além do apoio logístico, colocou o transporte à disposição do público do interior do município, MOC, SINTRAF e outras instituições que abraçam a causa das mulheres na luta pelos seus direitos.

Certamente a classe não tem muito o que comemorar nessa data dedicada às mulheres de todo o mundo. O alvo da população feminina tem sido a busca pela superação de obstáculos como: o preconceito, o machismo e a violência. As estatísticas mostram que a mulher tem melhor formação que os homens, entretanto, recebem salários inferiores em todas as áreas de atuação.


O espaço em setores profissionais também tem sido uma luta incessante para a classe feminina, porém, a maioria dos postos em áreas de trabalho ou político tem sido maioritariamente ocupados pelos homens.

Em todas as partes do mundo, a mulher tem lutado contra a violência. Cerca de 12 mulheres morrem por dia no Brasil, vítimas da violência, na maioria das vezes, alvos dos próprios companheiros. Para a palestrante, Maria Vandalva, as agressões e outros tipos de violência contra a mulher, são da conta de todos.


As discussões acerca desses e outros temas considerados relevantes, deixaram absolutamente claro o desejo da categoria que, com muita garra e sua luta emblemática pelos seus direitos, deseja alcançar o seu espaço na sociedade com reconhecimento e valorização.

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